• Giuliana Galdino

Vamos resgatar o arroz com feijão!


No começo da Pandemia, todo mundo olhou para a cozinha como uma forma de unir a família, sabores e de nos distrair das preocupações latentes do desconhecido. Bolos e pães foram os queridinhos, cada semana uma receita, acompanhada de uma foto para o feed. Teve bolo simples, bolo lambuzado, bolo fit, bolo de vó, também teve pão caseiro, macio, que deu certo e aquele que não fermentou. Vimos na cozinha uma possibilidade de hobby e também de obter uma comida segura, já que não tínhamos certeza se era possível o vírus ser transmitido através dos alimentos. Todavia, mais de 1 ano e meio nesse cenário ainda limitado, estamos todos exaustos e pensar em fazer comidas elaboradas, ligar a batedeira ou sovar um pão, não nos parece tão atrativo assim.


Sinto que agora precisamos resgatar o trivial, apostar nos produtos de prateleira e no básico que funciona, o típico arroz com feijão literalmente no prato, mas também na vida. Sempre cheia de ideias na minha cabeça criativa, para esse semestre só quero continuar o que já estou fazendo, pensar em startar algo novo nesse momento, parece que vai ser um fardo. Desta forma acredito que seria de bom tom manter o que já está funcionando e o que sempre trouxe um certo alívio, paz ou prazer na nossa rotina. Aquilo que não vai nos decepcionar, se não der certo sabe?


Estamos no limite da nossa resiliência e poder de adaptação, e ficar inventando moda pode ser mais desgastante do que revigorante, por isso na minha singela opinião o ideal seja poupar nossas energias para agradecer por estarmos aqui (vivos!), trabalharmos com afinco e ter espaço na nossa agenda para pausas, sejam ela sozinhas, com amigos (mesmo que online), respirar um ar puro (mesmo que dentro de máscaras), desligar o despertador, ou comprar um pão na padaria e fazer um chá de saquinho ou um suco engarrafado para acompanhar. Mas nutri, como assim?


O que quero dizer é que não dá para ter uma vida bitolada, uma agenda cheia se a nossa rotina for maçante, uma hora seu corpo vai sinalizar que está exausto, se é que já não sinalizou. Vivendo em uma metrópole como São Paulo, seria muito utópico pensar que vamos cozinhar todas as nossas refeições com produtos in natura, principalmente vindo da horta do nosso quintal, se a maioria de nós vive entre as paredes de um condomínio.


Ter uma vida equilibrada vai muito além dos nutrientes que ingerimos, porque depende de todo o processo envolvido direto ou indiretamente no ato de comer. Se você tiver o arroz com feijão todo dia já é meio caminho andado (e você é privilegiado) para obter nutrientes importantes, mas para acompanhar esse prato não precisa ser tudo orgânico, diet/light, temperado com azeite extra virgem e sal do Himalaia. O simples também funciona! Óbvio que se você tiver condições favoráveis de investir em produtos premium de prateleira, você pode se beneficiar deles, mas o que quero dizer é que não é somente o alimento que importa, mas principalmente todo o resto da sua rotina, ou seja, o seu estilo de vida e hábitos não só alimentares, já dizia Carl Jung: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta”


Como posso te ajudar a descomplicar a sua rotina alimentar?





3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo