• Evatania Azevedo

Ciclo da Vida para crianças de 2-5 anos de idade



Precisamos falar sobre dor e perda com nossas crianças. Dor da saudade e compreensão sobre despedidas e morte.


Falar sobre esse assunto ainda é tabu para familiares de crianças, e quando acontece essa perda muitos optam por aguardar um melhor momento até que a criança já tenha entendido que isso acontece. Acredito que esta é uma estratégia possível se olharmos que a perda é de alguém, não tão próximo da criança.


No entanto, existem situações que aguardar esse tempo não seja algo positivo.

Então, como agir?


Considerando que esse assunto é necessário, sugiro que seja promovido quando não for necessário, abordando um livro ou um filme, elaborando uma reflexão leve, mas verdadeira e com significado.


Existem muitos livros com essa temática para expor o assunto para as mais variadas idades. No entanto, caso esse tema seja difícil de abordar, é sempre bom verificar se o adulto responsável por falar sobre o assunto já superou seus possíveis traumas referente a morte.


Caso contrário o mesmo trauma poderá perpetuar na criança, e assim um trauma novo se estabelecerá.

Muitos psicoeducadores estão aptos para auxiliarem nesta tarefa, tanto em caráter preventivo como num momento de luto estabelecido.


Vale ressaltar que o luto mexe com muitos sentimentos novos para pais e filhos e alguns outros velhos conhecidos. Reconhecê-los, identificá-los e desmistificar os conceitos sobre morte e vida é fundamental quando se fala em saúde mental.


Vou deixar sugestões preventivas:


Um livro doce e verdadeiro numa linguagem apropriada para crianças de 2 a 5 anos. Esse livro serve como porta que abre o diálogo entre pais e filhos, professores e alunos, terapeutas e seus clientes. O livro é das psicólogas Luciana Mazorra e Valéria Tinoco “ O dia em que o passarinho não cantou” incluído no projeto do publicitário Irineu Villanoeva Junior.


Vejam esse trabalho esclarecedor, que desmitifica o processo de vida e morte para todos nós.


Tudo começa quando pais decidem tocar neste assunto de forma leve e verdadeira. Esse é um processo de aprendizagem e reconhecimento do sentimento de saudade, do amor e da equilibração de outros sentimentos decorrentes.


O projeto do Irineu é solidário e todos podemos ajudá-lo na divulgação. Sem pressa pra viver.

Autoconhecimento, conscientização e psicoeducação a serviço de um bem viver para todos.




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