• Camila Pazini

Entre as vozes da minha cabeça, qual realmente é a tal intuição?

Atualizado: Mai 11

A intuição é o tesouro da psique da mulher. Ela é como uma velha sábia que está sempre com você e lhe diz exatamente qual é o problema, lhe diz exatamente se você deve virar a esquerda ou a direita.

Já ouvi incontáveis mulheres falarem que não tem intuição ou que não sabem distinguir a voz da intuição das outras vozes que se atropelam para falar dentro da mente.



Se esse é o seu caso, fica comigo nesse texto!



Há tantos anos quantos podemos nos lembrar, os poderes intuitivos das mulheres passaram a ser controlados, julgados como pecaminosos, substituídos por inúmeros afazeres cobrados por uma sociedade opressora, que alimenta as muitas vozes dentro de nós que nos dizem o que devemos ser e como devemos nos comportar.



O excesso de normalidade vai nos contaminando até que tenhamos uma vida rotineira e sem vida. Essa situação estimula a negligência com a intuição, que, por sua vez, produz a falta de luz na psique.

Quanto menos nos conectamos com a voz da nossa intuição, mais ficamos a mercê das vozes do mundo. Essas vozes nos inundam de cobranças por uma perfeição irreal e nutrem o medo de que, ao nos conectarmos esse saber profundo dentro de nós, possamos ser marginalizadas e excluídas. Sendo assim, não é incomum aceitarmos a domesticação e irmos nos "esquecendo" da natureza selvagem inata ao feminino. Porém, é impossível realmente esquecer (ufa!), pois "essa voz" é aquilo que somos em essência, então, ela sempre estará lá, nos mostrando o caminho, mesmo em meio ao caos de vozes que gritam para nos distrair e enfraquecer.


Os poderes intuitivos foram concedidos a você no instante do seu nascimento. Eles estão cobertos talvez por anos e anos de cinzas e excrementos. Se você arrancar aqui um pouco, esfregar ali e adquirir alguma prática, seus poderes perceptivos podem ser restaurados ao seu estado primitivo. (...) Tente prestar atenção a sua intuição, a sua voz interior, faça perguntas, seja curiosa, veja o que estiver vendo, ouça o que estiver ouvindo. Então, aja com base no que sabe ser verdade. (...) Não importa que tipo de pressão tente reprimir a expressão da alma da mulher, nada disso altera o fato de que uma mulher é o que é, e que sua essência é determinada pelo inconsciente selvagem, o que é bom.

A intuição é aquela porção dentro de nós que sabe. É uma convicção. Ela não precisa nos convencer de nada, ela apenas sabe. Então, mesmo que o mundo te diga que está louca, que isso é coisa da sua cabeça e tente te persuadir de forma sedutora, confie em você, confie nAquela que sabe!


Os trechos destacados nesse texto são recortes do livro Mulheres que correm com os lobos, de autoria de Clarissa Pinkola Estés. A leitura dessa obra é um exercício excelente para inspirar o resgate da intuição!

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