• Paula Vaz

Escolhas



Imagine que você está de frente a dois possíveis caminhos e precisa escolher um para trilhar. Ambos são desconhecidos, e aparentemente te levam para onde você deseja chegar, mas a visão é turva, o terreno desnivelado, e na estrada não existe nenhum tipo de sinalização pra ajudar.

Você paraliza diante da bifurcação, aflito, julga precisar de mais informações, mais certezas pra poder tomar a melhor decisão.

Algum tempo passa e logo percebe que aquela pequena amostra é tudo o que tens a disposição, já

é fim de tarde e não há muito tempo, nem conteúdo pra considerar.

Com coragem decide dar o primeiro passo e segue sua viagem, sem saber o que vai encontrar, quanto tempo vai levar e muito menos se vai chegar.

No caminho encontra alguns obstáculos, tem vontade de chorar, voltar pra trás e não te sai da cabeça como seria caso tivesse trilhado a outra direção.

E enquanto caminha, recolhido em silêncio, alguns pensamentos sobre seu processo de escolha começam a surgir e você resolve tomar nota:

Navegar é preciso

Não dava pra ficar em cima do muro, parado de frente à bifurcação. A vida adulta exige tomada de decisões, riscos. Movimento gera movimento - na dúvida, movimente-se.


Direção importa mais que ponto de chegada

Nem sempre sabemos exatamente onde queremos chegar, mas ter alguma noção de sentido já ajuda a dar o primeiro passo e sair da inércia.


Cada escolha um renúncia

Não adianta olhar pra trás e imaginar como poderia ter sido. Nem sempre está em tempo de retornar e recomeçar, e quem disse que o outro caminho seria melhor?


Talvez não exista um caminho certo

Por vezes nos colocamos de frente à possibilidades, buscando a escolha certa e nem percebemos que talvez não exista certo e errado, mas sim caminhos que nos levarão por experiências, dores, delícias, crescimento e desafios diferentes.


O caminho é mais importante que a chegada

Se queremos chegar num resultado com algum prazer, é importante que nos apaixonemos pelo processo. Ao escolher um caminho, o grande lance está em apreciar a caminhada, paisagem e as pessoas que se apresentam nesse ínterim.


Existe uma bússola interna

Em português dizemos "siga o coração", em inglês "follow your gut" (siga seu instinto), em italiano "decidere con la pancia" (decida com sua barriga). Seja coração, instinto, barriga, intuição... existe uma sabedoria interna, uma bússola, que pode e deve ser acessada nesses momentos de (in)decisão.


Uma escolha não precisa ser pra sempre

E por fim, na maioria das vezes - nenhuma escolha precisa ser pra sempre.

E enquanto escrevia e considerava tudo isso... sua caminhada foi ficando mais leve.








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